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Segunda-feira, 1 de Setembro de 2014
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Página Inicial de História da Imigração Italiana
 
A IMIGRAÇÃO ITALIANA NO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO
 

SANTA TERESA

Alguns Imigrantes revoltaram-se, a 17 de março; abandonaram o núcleo e embrenharam-se na floresta do Timbuí, através de uma estrada primitiva, que o Governo Provincial mandara abrir, a fim de comunicar o litoral com a estrada de Santa Teresa.

Num velho impresso, vemos referências a esses destemidos bandeirantes:

.Abramo Zurlo
.Anibale Lazaro
.Bernardo Camper
.Daniele Palauro
.Francesco Bassetti
.Giuseppe Paoli
.Lazaro Tonini
.Paulo Casotti

Fixaram-se no lugar Santa Teresa, hoje sede do Munlcípio. Devemos, porém, assinalar que não se fez a viagem dramatizada e enaltecida pelos historiadores e escritores de Santa Teresa, porque os colonos seguiram a trilha aberta, desde 1856. Seria mesmo Impossível que os Imlgrantes vencessem a mata virgem daquele tempo, num meio cuja topografia Ignoravam. Teriam sido liquidados pelas picadas de serpentes, pelas onças, febres etc.

E a fome?

Souberam de um caminho, para outro lugar, seguiram-no.

Tabacchi muito sofreu dos seus sacrifícios. Roído de desgosto, faleceu em Santa Cruz, a 21 de junho do mesmo ano. Residiu ali muitos anos, e deixou descendência, conforme o necrológio da Imprensa da época.

No confronto de relatórios, datas e notícias, podemos afirmar que o nome de Santa Teresa, para o lugar, relaciona-se com a homenagem ao casamento do Sr. Dom Pedro II com a Sra. Dª Teresa Crlstina Maria. No relatório de 1871, o Presidente da Província, Francisco Ferreira Correa, dizia: "A estrada de Santa Teresa tem custado imensos sacrifícios de força de votade e dinheiro”. Em 1874, a Imprensa noticiava "estrada de Santa Teresa,inciada a 4 de setembro 1848, a esforços do Presidente Antonio Pereira Pinto. Partia das margens do Rio Santa Maria da Vitória, e seu traçado deveria acançar a Vila de Coieté, em Minas Gerais". Já em 1854. dizia o Presidente Sebastião Machado Nunes: “ Ao encetar a administração da Província, achei parados os trabalhos da abertura da estrada de Santa Teresa”.

Era empresário da estrada o Capitão Antonio Fernandes de Andrade. Datava, aliás, de 1846 a primeira tentativa de sua abertura, pelo PresIdente Luis PedreIra do Couto Ferraz. E, desde 1856. proJetava-se uma colônia em algum ponto da mesma estrada, pois, no relatório apresentado .o" Presidente José Maurício Pereira de Barros, a 8 de março daquele ano, ao tratar da colonIzação, o Barão do Itapemlrlm assim concluia:” Permita V. Exa. Que indique a conveniência de fundar-se uma colônia militar em algum ponto da estrada de Santa Teresa, onde há, segundo consta excelentes localiadades, com terras férteis e boa água”.

Os referidos Imigrantes. porém. Já encontraram outros, chegados em pequenas levas, anteriormente, não oficializadas como, por exemplo, o casal Giovanni e Domenica Zanotti, que vieram antes. em navio velelro, numa viagem de cinqüenta e dois dias, na qual perderam a primeira filha, cujo túmulo foi o oceano! Os paIs assistiram ao lançamento do corpo cerimônia simples e comovente.

O veleiro transportava cerca de duzentos Imigrantes.

A 7 de maio de 1879, tiveram os Zanotti o conforto de um filho, no seu lar. quando nasceu David Zanotti. A família havia Caldelrão.

Contudo, a glória da fundação da colônia Santa Teresa foi dada ao grupo que, no dia 12 de abril de 1875, partia de Trento, para, no dia 17, deixar a Europa, no vapor Rivadavia, e chegar ao Brasil a 9 de maio. No dia 31 do memo ano , saltaram os imigrantes na Vitória e, dias após, subiam, em canoas, O Rio Santa Maria da Vitória. Os componentes desse grupo foram:

Achile Mosmazzo Giovannl Baptista Paoli
Adone Avancini Giovanni Brosseghini
Albino Scalzer Giovanni Moschem
Alessandro Felippe Gluseppe Bortolini
Andréa Martinelli Gluseppe Dallapicola
Angelo Margon Gluseppe Margon
Antonio Lambert Giuseppe Paoli
Antonio Margon Lazaro Andreata
Antonio Palauro Lorenzo Dlprá
Antonio Zanottl Lourenzo Margon
Augusto Palazzo Luigi Angeli
Baldassari Zonta Luigi Tomazelli
Celeste Rosa Luigi Zotelli
Cirillo Belmut Masslmo Gasperazzo
Danielle Mér Mateo Delprá
Davld Castelubre Paolo Mantibeller
Domenico Edrer Paolo Paoli
Domenico Montebeller Paolo Zatelli
Eugenio Cuel Pietro Avancini
Fedeli Martinelli Pietro Costa
Felippo Bortolini Pietro Lenzl
Francesco Scalzer Pietro Margon
Francesco Rower Pietro Moschem
Giaclntho Fillppi Pietro Postai
Giacomo Passamini Pietro Rasseli
Giorgio Gasperazzo Pietro Valandro
Giorgio Martinelli Tomazo Armelini
Govanni Angeli Virgilio lambert

Vieram com suas famílias, entregaram-se ao trabalho da derrubada das matas para a limpa de estradas e sua consequente conclusão, o que, somete após, foi alternado com o preparo das colônias. Aos sábados. Interrompiam-se os trabalhos, a fim de que fossem receber provisões, em Cachoeiro de Santa Leopoldina. Viagem a pé uma via dolorosa.

Existia, portanto, o núcleo iniciado, tendo como Vice-Diretor o Oficial do Exército austrraco e ex-Ajudante-de-Campo do Imperador Maximiliano da Austria, Franz Von Lipp.

Esse tinha sua própria história. Depois do revés sofrido pelo soberano, na sua aventura de conquista do México, patrocinada por Napoleão III, aportou ao Brasil, fugindo à perseguição dos nacionalistas comandados por Juarez. Pôs-se em contato com o Imperador Pedro II através de elementos da nobreza austríaca, então muito ligados à nobreza brasileira.

Nessa ocasião, homens como Antonio Prado e Quintino Bocaiuva interessavam-se pela solução dos problemas agrícolas, numa antevisão das futuras consequências da abolição da escravatura, que deixaria a layoura sem braços. Urgia cuidar do seu impulso. Então, sob a orientação de Von Lipp, e de outros elementos tomados de entusiasmo pelo problema, crlou-se, no Brasil, o Serviço de Colonlzação, que encaminharia. para diversas zonas do país, colonos do Centro-Norte da Europa. Alguns encontraram no Espírito Santo condições ecológicas favoráveis à localização de Indivíduos oriundos do clima frio e temperado da Europa.

Von Lipp era Vice-Dlretor do Núcleo de Santa Teresa, quando chegaram os Imigrantes Italianos, em l874. E aconteceu que, no dia 26 de junho de 1875, quando se fez o sorteio dos lotes, o colono Virgilio lambert exigia que se desse ao lugar o nome de São Virgilio, em consideração á data Mas, Von Lipp, conhecedor do passado, opôs-se à Idéia, a fim de que permancesse o nome tradicional de Santa Teresa.

Pouco depois, chegaram para a mesma colônia:

Anselmo Frizzera Frederico Coser
Antonio Pagani Fortunato Broilo
Antonio Perini Giovanni Briddi
Antonio Roatti Giovanni Carlini
Danieli Rizzi Giuseppe Corteletti
Domenico Broilo Giuseppe Racagni
Domenico Fracalozzi Mansueto Briddi
Domenico Taffner Tomazzo Briddi
Domenico Tamanlni e outros, como os Mattedi

No dia 11 de janeiro do mesmo ano, nasceu em Santa Teresa, na Serra do Alvarenga, 0 primeiro filho daqueles imigrantes. Chamava-se José Roatti.

Em outubro, ainda do mesmo ano, chegaram outros numerosos Imigrantes que se estabeleceram ali. Eram os chefes de família cujos descendentes, como os anteriores, continuam no famoso Vale de Canaã. Muitos, porém, dispersaram-se para outros municípios do Estado. Diversos procuraram lugares distantes, onde as condições de prosperidade acenavam-lhes um convite cheio de esperança.

Em 1891, chegou a Santa Teresa o Sr. José Ruschl. Viera para o Brasil, nesse mesmo ano, em consequência das oportunidades surgidas na Unlversidade de Piza, onde concluíra o curso de técnico agrícola. Conquistara o primeiro lugar. Sua viagem era um prêmio, para que os recém-formados viessem para o Brasil, bem comissionados. Destinou-se, por Isso, José Ruschl ao Paraná, a fim de Instalar a colonização Italiana, em Palmeira, onde se desempenhou daquela missão. Existe ali uma rua, com o seu nome: Rua José Ruschi.

Concluídos os trabalhos, no Paraná, foi contratado para demarcação dos lotes coloniais, em Santa Teresa, no Espírito Santo, e das linhas divísórias dos municípios de Linhares, Colatina, Fundão, Boa Família e Santa Teresa, até o ano de 1903, quando foi nomeado Coletor Federal, cargo exercido, até seus últimos dias.

Casado, em Santa Teresa, com a Sra. Maria Roatti, José Ruschi foi chefe de numerosa família -doze filhos, todos nascidos ali.

De acordo com as notas genealógicas dos seus antepassados, descendia de família nobre de Pizza, onde existem, ainda, alguns dos seus ilustres parentes.

Os Pagani chegaram a Santa Teresa, de 1870 a 1876, Antonio Pagani trouxe de Mantova (Itália) seus filhos menores: João. Domingos e Angelo. Fixaram-se em São João de Petrópolis, onde, mais tarde, João e Domingos constituíram família e dedicaram-se ao comércio e à lavoura. João desenvolveu uma fazenda. onde. Atualmente, se localiza a Escola Agronômica. Seus filhos, Antonio, Angelo, Luis, José e Vitorino. tornaram-se comerciantes.

Antonio Pagani, o primeiro, transferiu-se com o filho Angelo para Boa Família, hoje Itaguaçu, onde faleceu, Atualmente, os Pagani estão em Vitória, Colatina, Itaguaçu. São advogados, engenheiros, militares, professores, além de comerciantes o Sr. José Pagani, de Colatlna, é Comendador da Igreja Católica.

Em 1897, chegou à Santa Teresa, Valérlo Coser, que participara de uma leva de imigrantes destinados ao Espírito Santo. Viajou em companhia de seus pais (Eugenio e Fortunata Coser) e dos Irmãos (Paulo. Carlo, Giovanni, Giulio, Carlota, Maria e Isidoro), todos naturais de Aldeno, Província de Trento. Vieram a convite de um primo chamado Frederico, já estabelecido em Santa Teresa, no lugar Vargem Alegre. Partiram de Gêno- va, a 10 de agosto, e chegaram a Vitória, no dia 30 do mesmo mês.

Como todos os seus antecessores, nossos imigrantes seguiram em canoas, até Santa Leopoldina e, daí, a pé, ao seu destino Vargem Alegre. E do Brasil fizeram a segunda Pátria, no duro da agricultura. Construíram O futuro de uma família numerosa, mas forte, porque unida, de evidência, atualmente, na vida comercial e industrial do Espírito Santo.

Numa das viagens de 1876, chegou ao Espírito Santo um casal que se tornaria o tronco de uma família considerada a mais numerosa de descendentes de Italianos no Estado, e notável pelo elevado número de elementos atuantes na política, na lavoura, no comércio, nas Indústrias e nas profissões liberais: Luiz Prettii e Filomena Talianini Prettii, naturais de Modena, como tantos outros que para aqui vieram na mesma viagem.

Traziam seus cinco filhos: José, Irmo, Vitória, Jerônimo e Rosa. No Espírito Santo, nasceram Henrique e Drasto.

Seguiram o destino dos seus patrícios, Igualmente imigrantes daquele tempo: subiram o Rio Santa Maria da Vitória, em canoas, até Santa Leopoldina, Daí, partiram para Santa Teresa, a pé, através da mata fechada, em estrada primitiva feita a machado e foice, por aqueles que os precederam.

Enquanto esperava receber o lote que lhe seria destinado, Luiz Prettii trabalhou na abertura de estradas, com a diária de ,um cruzado. Recebida a porção de terra, em que punha suas esperanças de futuro independente, nosso Imigrante, ajudado pelos filhos maiores, plantou café e cereais. Prosperou, os filhos foram crescendo e, à medida que o auxiliavam no trabalho, recebiam a educação que os italianos se esmeram em dar aos seus descendentes. Educação e instrução, apesar das dificuldades do tempo. Mas, em Santa Teresa, muito valia o Colégio dos religiosos Capuccinos.

Com o progressivo resultado do seu trabalho, Luis Pretti abriu pequena casa comercial e comprou dez burros de carga, para fretes. Tal providência foi lucrativa e animou-o à compra de mais vinte burros, que formaram a tropa entregue aos filhos, que trabalhavam, a exemplo do seu genitor.

Eles se organizaram na vida. Casaram-se. Deram-lhe netos e bisnetos:

.Jerônlmo casou-se com Cleonice Simonassi: dez filhos; José, com Judith Senefonte: doze filhos; .Irmo, com Selene: três fithos;

.Vitórla, com Lourenço Fontona: quatro filhos;
.Rosa, com Moro Pedroni: tiveram muitos filhos;
.Drasto, com Adelina Polli: oito filhos;
.Henrlque, com Teresa Ferrari: doze filhos.

Com os demais descendentes de Imigrantes, os Pretti foram, na maioria se encaminhando para as profissões liberais e entrando na política, e nos esportes. Assim, FONTANA, tri-campeão mundial de futebol, é neto de Vitória Pretti Fontana; Frederico Pretti, nascido. l6 de setembro de 1899, em Santa Teresa, filho de Henrique e neto de Luis, o imigrante, fez-se comerciante e fazendeiro, abraçou a política e foi Prefeito de Santa Teresa, depois, Deputado Estadual, pelo antigo PSD. N assembléia Legislativa, ocupou a Presidência da Comissão de Justiça, durante todo o período legislativo. Sua esposa. Dª Amália De Francesco Pretti, numa demonstração de clarividência, foi Vereadora e Presidente do Sindicato Rural de Santa Teresa. O casal tem o conforto de ver todos os seus filhos bem organizados: Henrique, atualmente Deputado Federal, é um exemplo de persistência. Formado em Contabilidade, está concluindo o curso de Direito, na Faculdade de Colatina. Foi comerciante, Diretor da Caixa Econômica Federal, esportista, Deputado Estadual e Vice-Governador do Estado, no perrodo de 1971/75, durante o qual substituiu o Governador por algum tempo.

Djalma Ari, formado em Contabilidade, funcionário do INCRA, licenciado, reside nos Estados Unidos da América.

Geraldo é formado em Odontologia e Pedro Nelson, médico ortopedista, é o conhecido Dr. Pretti, conceituado na Cidade da Vitória. Casado com Nilsa Morais, tem quatro filhos: Renzo, Bruno, Sandro e Giovana.

Os Zanandréa são de Bassano del Brenta, Veneto, Norte da Itália. O primelro que veio para o Espírito Santo fo Jerônimo, filho de Pedro Luis Zanandréa e Catarina Bigorelli Zanandréa, que ficaram na Europa. Casado com Augusta Loss, em 1898, Jerônlmo apressou-se a viajar, por conta própria, com destino a Santa Teresa, entusiasmado com as notícias que a esposa lhe dava, porque estivera ali, antes, com seus pais, os Loss, que fizeram fortuna com o café e regressaram à Itália, em melhores condições econômicas.

Jerônimo e Augusta Vieram. Padeiro-auxlliar, ele foi para a lavoura, a princípio como meeiro. Comprou terras e ficou Independente; mas, ativo e habilidoso, buscava outros meios de ganhar dinheiro: preparava banquetes e outras festas familiares. Em festas populares, vendia doces, bolos e bebidas, que ele próprio preparava. E, assim, trabalhando, conseguiu regular sua situação econômica.

Os filhos foram chegando. Sete, ao todo: Catarina, Maria, Pedro Luís, José Vicente, Candida, Teresa Vitoria, Bruno (que faleceu na prImeira infância). Logo possível, os mais velhos iam ajudando as atividades paternas.

Mas, a depressão sofrida pelo café impediu que Jeronimo e Augusta regresassem à Itália, como Pedro Luis e Catarina. E não se interessaram muito por isso, visto que o Brasil, berço de seus filhos, já Ihes conquitara o coração. Aqui, desejavam viver e morrer! Aliás, o mesmo se deu com outros italianos, que se tornaram brasileiros de coração!

Animado pelos filhos, Jeronimo Zanandréa muito realizou, Santa Teresa. No lugar Nova Valsunga, instalou máquina de beneficiar café, uma pequena fábrica de cerveja, uma de aguardente (a Canaã, afamada no tempo"), uma usina de luz elétrica, a primeira do Município. Espírito progresslsta, em sua casa tinha água encanada, geladeira, e uma comunicação telefônica com a propriedade da família Pretti, a um quilômetro dIstante.

pois, automóvel, caminhão e rádio. Seu filho, Pedro Luis, como dentista-prático, Licenciado, mediante provas, trabalhava no ofício e tinha uma farmácia, onde, à moda antiga, era tudo: assistia aos que o procuravam para curativos, soro anti-ofídico e outras formas de assistência, na falta de médicos.

Como todos os italianos, os Zanandréa cuidaram da educação dos filhos Dr. Benito Zanandréa, médico, filho de Pedro Luis e Linda Pretti, neto portanto, de Jeronimo e Augusta, é Diretor do Centro Biomédico da UFES. O Dr. Benito é casado com Terezinha Fernandes, que lhe deu filhos: Pedro Luis, Iara, Paulo Henrique e Eduardo.

Outros Zanandréa estiveram no Espírito Santo e regressaram à Europa. Mas, Luis, sobrinho de Jeronimo, formado na Suíça, engenheiro eletro-técnico , instalou a primeira usina hidrelétrica, em Santa Teresa, e inúmeras outras, no Espírito Santo e em Minas Gerais.

Adone Avancini deixou numerosa descendência, atuante no Município e em Vitória. Carlos Adone Avancini , por exemplo, concorreu muito para o progresso de Santa Teresa: organizou casa comercial, hotel, padaria e outros. Serviu como Cônsul austráco e italiano, pelo conhecimento que tinha dos dois países. Participou da organização da Câmara Municipal. Icentivou todos os movimentos, mandando vir artesãos, sementes de culturas diversas e dando a casa para o primeiro médico residente na então colônia. Foi um colaborador de Von Lipp.

Virgilio Lambert, Inteligente e culto, deixou nome venerado em Santa Teresa. Era escultor. Escreveu seu Diário da vinda para o Brasil, desde a saída do Havre até o dia de sua morte (1900) , em Santa Teresa. Cultivou o bicho da seda, animado pelo Pe. Domenlco Martinelli , e, entre as obras realizadas no lugar, construiu a Igreja de Nossa Senhora da Conceição. Esculpiu dois crucifixos e a imagem de Nossa Senhora, para a qual serviu de modelo a bela jovem Lúcia, então de quinze anos, Irmã de Carlos e Adone Avancini. Estas obras contam, atualmente, noventa e cinco anos.

Dentre os filhos ilustres desse Munícipio, devemos citar Orlando Bofim, primoroso jornalista, inteligência privilegiada e coração adamantino; Serafim Derenzi, construtor, que muito trabalhou na abertura de estradas de rodagem; Henrique Pretti, ex-Deputado estadual, agora fedederal, e como Vice-Governador do Estado, assumiu o elevado cargo de Chefe do Executivo algumas vezes. O Dr.Otorino Avancini, médico, ex-Provedor da Santa Casa da Misericórdia (Vitória) que, dedicadamente, multo fez pelo estabelecimento. O Dr. Luis Gasparini, advogado ilustre, de projeção nacional. O Dr. Augusto Ruschi, professor do Museu Nacional, fundador do Museu de Biologia Melo Leitão, e conhecido no Brasil e no exterior, pelos seus apurados estudos sobre beija-flores. O Dr. Izidoro Zanotti, cultor do Direito Interncional, tem contribuído, com o primor do seu saber e de sua Inteligência, para a harmonia dos povos. Seguiu, em 1960, para colaborar na Organização dos Estados Americanos (OEA). A Sra. Víginia Tamanini, além de romancista, é deliciosa poetisa, autora de A Voz do Coração e O Mesmo Amor em Nossos Corações. O poeta Victor Biasutti é autor de Esparsas.

Conta-se que Anselmo Frizzera descobriu a celebre Cachoeira da Fumaça, entre Santa Teresa e Santa Leopoldina, à qual deu o bonIto nome de Véu da Noiva.

Expressamos, neste final a saudade imensa que nos deixou a querida Sra. Ermelinda Avancini de Almeida, a inesquecível Dona Bimba, tão entusiasmada por este livro, e para o qual nos deu valiosa colaboração, continuada pela sua filha a Sra. Gabriela de Almeida Côrtes.

Nos Idos do século XIX, viviam em Lêvico, Província de Trento. os irmãos Giacomo e Pietro Rasseli, representantes dessa árvore genealógica: O primeiro nasceu, em 1839, o segundo, em 1841. Ambos, desde cedo. Dedicaram-se à lavoura, para auxiliar a família que, embora pequena. passava privações. Casaram-se tarde, em consequência da situação financeira. Seus filhos, com a primeira Guerra Mundial , deram a vida em defesa Pátria, motivo por que não há mais um só Rasseli na Europa.

Pedro Rasseli tomou conhecimento das vantagens oferecidas aos que viessem para o Brasil. Diante da situação difícil, na Itália, resolveu partir com a esposa, Ursula DeL Pra e o pequeno João Batista, com apenas três anos de idade. Tomaram o návio Rivadávia e, em pleno oceano, em 1875. nasceu Maria.

Chegados à Vitória. os Rasseli seguiram, com outros imigrantes, para Santa Leopoldina, onde se instalaram num barracão. Daí, foram através de uma picada para Santa Teresa, onde ficaram, em plena mata, num barracão que fizeram. Começaram a trabalhar, Pedro e sua mulher, para o Governo, ganhando qualquer coisa, que servia apenas para o sustento. Receberam, depois, um lote, no lugar chamado Valsugana Velha, no caminho para Santa Leopoldina. Mudaram-se para lá e dedicaram-se a plantar café e outras culturas. Passaram as maiores dificuldades, privações duras, durante nove anos!... E a família cresceu, com o nascimento de cinco filhos brasileiros: Ercílio, Antonio, Miguel, Teresa e Pedro. Mas, a família de nove pessoas não podia permanecer num lugar de terras péssimas, e a pobreza a castigá-la!

Diz o nosso informante: Os Rasseli abandonaram tudo: barraca, plantações e a própria terra!... Seguiram a pé, sem rumo e sem saberem o destino que os esperava... Levaram somente a fome, a pobreza, o frio. a tristeza e a fé. Caminharam, e chegaram ao Baixo Timbuí, agora Patrimônio de Santo Antonio. Aí, souberam que, no lugar chamado Baixo Tabocas, podiam conseguir uma colônia. com terras férteis e produtivas. Conseguiram-na. Recomeçaram a plantar café e cereais. Foram recompensados. Alí ficaram definitivamente e gozaram de certa prosperidade.

Pedro Rasseli , tronco da família no Espírito Santo, faleceu, em 1925, aos oitenta e quatro anos de idade.

A família cresceu, com os casamentos dos filhos e o Bairro das Tabocas é o seu centro, vivem em uma comunidade, unida e exemplar. Cento e cinquenta homens. Cento e cinquenta Rasseli a maioria jovem, que promete perpetuar o nome da família, extinta na Europa.

Hoje. os Rasseli têm muitos com títulos universitários; outros, caminham para eles, ao passo que, apegados à terra, muitos tratam de prosperar com lavouras de café e outras culturas. Todos, porém, independentes, em seus caminhos, na vida, formam e continuam a formar uma corrente sempre fraterna, voltada para o bem comum, para o próximo e principalmente para Deus.

É o que nos Informa Luis Antonio Rassel,. festejado autor do livro Mar Territorial de 200 Milhas, o primeiro lançado, no Brasil, sobre a soberania marítima nacional.

Nascido. em Vitória, a 20 de Junho de 1951, Luis Antonio Rasseli é filho de Juliano Flores Rasseli e Herminia Batiste Rasseli, neto de Antonio Rasseli e Amabile Ceto Rasseli. Cursou o primário no Grupo Escolar Gomes Cardim, e o ginasial, no Colégio Nossa Senhora da Penha, dos irmãos Maristas, em Vila Velha. Em 1965, tirou o primeiro lugar no concurso literário de âmbito estadual, promovido pela Editora Norma. Data data dessa época o primeiro ensaio, em forma de romance, obra Inédita sob o ti- tulo Quatro e as tentativas iniciais, em poesia. Como preparativo para o Curso Superior, fez o Clássico, no Colégio Americano de Vitória, e no Salesiano. É diplomado pelo Centro de Ciências Jurídicas e Econômicas da Universidade Federal do Espírito Santo. Fez cursos especiais, no Centro Internacional de Marketing, Instituto Histórico e Geográfico de Minas Gerais e Convivi um Centro de Estudos do Desenvolvimento. Possui cursos de especialização em Direito Empresarial, Marketing Relações Públicas, Relações Industriais, Administração de Pessoal. AdministraÇão de Produção e Administração Financeira. Domina vários Idiomas. Exerceu funções de relações públicas, intérprete, supervisor de vendas, analista de mercado e guia de turismo. De 1972 em diante, abandonou todas essas atividades para dedicar-se aos estudos concernentes ao Direito, especialmente ao Direito Civil, Internacional, Marítimo e Comercial. E não deixa de concorrer aos concursos literários, o que lhe valeu o Sétimo lugar, no Concurso Nacional sobre Santos Dumont RN e a Aviação Nacional, com o ensaio Prêmio Centenário Santos Dumont RN. Participa continuamente de seminários e conferências jurídicas, e profere algumas palestras, mormente sobre Mar Territorial.

Desde fins de 1974. milita nos fóruns do Espírito Santo.

Atualmente, além de advogado, Luis Antonio Rasseli é escritor, historiador e delegado do Instituto Cultural, Artístico e Literário Alceu Wamosy.

De há muito, volta-se para estudos do mar, que o conduziram a escrever o livro Mar Territorial de 200 Milhas, resultado de quatro anos de pesquisas e estudos afanosos. Tem inéditos O Brasil e a Aviação, Cartas em Trocas, A América do Sul que conheci e dois ensaios, ainda sem títulos.

 

 

 

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