| Expectativa de vida
Expectativa de vida:
A Itália, por exemplo, ocupa o primeiro lugar em longevidade
na Europa, com uma expectativa de vida de 76 anos para os
homens e de 82 para as mulheres (no Brasil, a expectativa
média de vida é de 67,7 anos).
Pesquisa conduzida pela Escola
de Saúde Pública da Universidade Harvard, dos
EUA, e por instituições européias e publicada
na edição eletrônica da revista NewScientist
em junho de 2003, concluiu que as pessoas que adotam a alimentação
Mediterrânea são mais longevas, pois reduzem
em 25% o risco de morte por doenças cardiovasculares
e câncer. Para chegar a essas conclusões, os
pesquisadores das Universidades de Harvard e de Atenas, na
Grécia, coordenados pela Dra. Antonia Trichopoulou
recrutaram cerca de 22 mil pessoas saudáveis. Cada
uma recebeu uma pontuação de acordo com nove
pratos: vegetais, grãos, frutas, derivados de leite,
carne, peixe, frango, azeite de oliva e vinho.
Cada pessoa ganhava um ponto
caso consumisse um produto, considerado benéfico pelos
pesquisadores, mais do que a média (outras pessoas
de seu sexo). Caso usasse menos que a média os pratos
benéficos em suas refeições, perdiam
um ponto. Analisando a saúde e a taxa de mortalidade
dos participantes, ao longo de quatro anos, os pesquisadores
descobriram uma forte correspondência entre a pontuação
obtida pela avaliação da dieta e a predisposição
para doenças
Doenças Cardiovasculares
A maior pesquisa realizada até agora sobre
os efeitos benéficos dessa forma de alimentação,
comentada em detalhes no próximo item, ressalta que
esta dieta reduz em 33% os riscos de mortalidade por problemas
cardiovasculares.
Segundo dados da Sociedade Brasileira de Cardiologia
(SBC), por ano, morrem 300 mil pessoas vítimas de doenças
do coração - 28% do total de óbitos no
país.
Câncer
Estudos recentes acrescentam às já
conhecidas vantagens da dieta mediterrânea para o sistema
cardiovascular, a redução do número de
casos de câncer e mortalidade em geral. A dieta, à
base de frutas, hortaliças, peixe, legumes e azeite
de oliva, é a forma de alimentação tradicional
dos países do sul da Europa e norte da África.
Um estudo publicado na revista “New England
Journal of Medicine”, realizado pelo setor de ciências
da Faculdade de Medicina das Universidades de Atenas e Harvard
(Massachusetts), sobre um total de 22.043 adultos saudáveis
entre 20 e 86 anos de idade, citado anteriormente demonstrou
que essa forma de alimentação reduz em 24% os
riscos de mortalidade por câncer.
Diversos estudos científicos realizados
nos últimos anos tinham confirmado as virtudes desta
dieta no sistema cardiovascular, mas os efeitos tão
favoráveis na prevenção do câncer
são uma autêntica novidade. "Quanto mais
se segue a dieta mediterrânea, menor é a mortalidade
por doenças cardiovasculares e câncer",
resume Frank Hu, professor de nutrição da Escola
de Saúde Pública da Universidade de Harvard,
que admite que as novas vantagens sobre o câncer "são
muito intrigantes". |