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Segunda-feira, 1 de Dezembro de 2008
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Saborosas e benéficas à saúde, as frutas são alimentos indispensáveis para a cultura mediterrânea. Mesmo assim e apesar da ampla diversidade da flora nacional, o brasileiro consome poucas frutas. Seu consumo maior é nas regiões mais quentes do país.

De acordo com duas pesquisas de orçamento familiar (POFs), realizadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), entre 1988 e 1996, houve um decréscimo de 3,2% para 3% na participação do grupo de frutas e sucos naturais em relação à disponibilidade total de energia consumida.

Esse percentual, assim como a diminuição do gasto com legumes e outros vegetais (de 0,6% para 0,5%), está muito aquém do limite mínimo de 7% recomendado para esses grupos de alimentos.
Uma das razões para esse baixo consumo é o aumento do comércio de alimentos industrializados, ricos em gordura, sal e açúcar e pobres em micro-nutrientes.

O baixo consumo é lamentável, pois o Brasil apresenta uma grande diversidade de frutas ofertadas durante todo o ano. Elas se caracterizam pela natureza geralmente polposa, aroma próprio, são ricas em açúcares solúveis e de sabor doce e podem ser comidas sem a necessidade de preparo culinário.

Os sucos são boas fontes de fibras alimentares, principalmente se não forem coados ou peneirados. A utilização integral dos componentes das frutas pode garantir o acesso a minerais, vitaminas e fibras. Os profissionais de saúde recomendam que se opte pelos sucos naturais no lugar dos industrializados. Além de perderem vários nutrientes, os sucos industrializados são ricos em açúcar e calorias e contêm conservantes e corantes.

O ideal é que o consumo de frutas aconteça associado ao de verduras e legumes, em pelo menos cinco porções diárias. Cada um de seus nutrientes desempenha função essencial para o pleno desenvolvimento e metabolismo do organismo.

Um fator importante é que os benefícios da dieta se produzem quando esta forma de alimentação é seguida em sua totalidade, sem excluir um ou alguns de seus elementos, e os cientistas se perguntam o motivo. Hu, que escreveu na revista um artigo que acompanha o relatório dos pesquisadores gregos, ressalta que há duas possíveis explicações para isso. A primeira é que os efeitos de cada grupo alimentar sejam muito pequenos para ter um impacto significativo de forma individual, ou que há efeitos sinérgicos entre os componentes da dieta.

Nos hábitos de alimentação mediterrâneos, cerca de 40% das calorias procedem de gorduras consideradas "saudáveis", como o azeite de oliva e o peixe, e pelo menos 50% de carboidratos complexos, procedentes de cereais integrais, frutas e legumes.

Outro fator muito importante é a atividade física. A pesquisa também chegou à conclusão de que a realização de uma hora de exercício intenso diário contribui para aumentar ainda mais os benefícios da dieta mediterrânea, já que o risco de mortalidade apresentado pelos voluntários foi 28% menor.

 
 
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