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06/10/2009 - OS ATORES ITALIANOS VI - NANNI MORETTI
Alô, gente amiga que visita este espaço na blogosfera. Depois de digladiar contra moinhos de vento, monstros imaginários, realizar viagens interplanetárias delirantes, sofrer com mortes de ídolos, sobreviver às derrotas e saborear deliciosas vitórias, estamos aqui outra vez. Agora para falar de um nome fundamental na cinematografia contemporânea italiana - e, por que não?, mundial: Nanni Moretti, artista múltiplo incensado por este narrador virtual.

Nascido em Brunico (Bruneck), uma comuna italiana da região do Trentino-Alto Ádige, província de Bolzano, em 18 de agosto de 1953, Nanni tornou-se um criativo e ativo cineasta, ator e roteirista. Cresceu em Roma e desde cedo cultivou suas grandes paixões: o polo aquático e o cinema. Suas obras, a princípio, caracterizam-se por uma fina irônica e uma visão sarcástica dos lugares-comuns e das adversidades do universo juvenil de seu tempo, para depois desembocar em uma crítica social intransigente e moralista. A seguir, um passeio cronológico pela carreira do artista.

Moretti filma, em 1973, em super 8 com uma câmera comprada após ter vendido sua coleção de selos. O filme se chama La sconfita e conta a hilariante história da crise de um militante de esquerda, em pleno ano de 1968. Em seguida, produz outro curta, Pâté de bourgeois: a história de alguns amigos e um casal em crise, cujo título é um jogo de palavras com paté de foie gras e épater les bourgeois. Sacação bem observado por um crítico à época!

No ano seguinte, encara o mediametragem Come parli frate?, paródia do clássico da literatura italiana I promessi sposi, de Alessandro Manzoni, no qual interpreta o personagem de Don Rodrigo.

Já em 1976, ainda em super 8, dirige o seu primeiro longa, Io sono un autarchico, onde aparece pela primeira vez o seu personagem (interpretado pelo próprio Moretti) Michele Apicella. Naquele ano, desperta a atenção dos irmãos Taviani, que lhes oferece um papel no clássico Pai Patrão (Padre Padrone). Que belo início!

Io sono un autarchico, lançado em dezembro de 1978 (ainda inédito no Brasil), tem uma boa repercussão de público, permanecendo em cartaz por um bom tempo. A obra é transportada para 16 mm e projetada em diversos cineclubes da capital italiana, além de chegar também a Paris e a Berlim, em função dos festivais cinematográficos. A partir daí, começou a chamar a atenção de alguns críticos da sétima arte.

Sua primeira produção profissional, Ecce Bombo, é lançada em maio de 1978. Apresentada no mesmo ano em Cannes, obtém um inesperado sucesso de público e crítica. Três anos depois, Moretti nos oferece Sogni d'oro, seu primeiro filme rodado em 35 mm, com o qual obtém o Leão de Ouro - prêmio especial do júri no Festival de Veneza. Porém, sem sucesso de público. Coisas da vida cinematográfica...

Em 1984, lança Bianca, filme em que o realizador operou uma mudança de rumo, recheando os elementos típicos de sua obra com uma trama policiesca. Em 1985, Moretti abandona seu personagem Michele Apicella para encarnar o sacerdote Don Giulio, em La messa è finita. Recebe o Urso de Prata do Festival de Berlim de 1986. Um ano depois, cria, juntamente com Angelo Barbagallo, a Sacher Film, com o objetivo de criar espaço para o chamado cinema engajado, realizado por novos autores. Segundo estudiososo da obra de nanni Moretti, o nome é inspirado em um dos seus doces prediletos, a torta Sacher, citada em Bianca numa cena na qual Michele Apicella contesta, em um jantar, uma pessoa que afirma não conhecer a torta Sacher com a frase continuiamo così, facciamoci del male! ("vamos continuar a fazer mal a nós mesmos!").

A produtora lança, em 1987, seu primeiro filme: Notte italiana, de Carlo Mazzacurati; e, em 1988, Domani accadrà, de Daniele Luchetti, onde Moretti tem um pequeno papel. Em 1989, o artista realiza Palombella rossa, filme cujo conteúdo político não está mais subentendido, mas é parte integrante da história. Na obra foram aproveitadas partes do seu primeiro curtametragem (La sconfitta).

La Cosa, de 1990, é um documentário cujo título faz menção à definição de Achille Occhietto, então secretário-geral do Partido Comunista Italiano, para o órgão que seria o resultado do processo de transformação pelo qual então passava o PCI. O documentário estimula o debate interno entre os militantes comunistas.

Em 1991, participa como protagonista no filme Il portaborse, de Daniele Luchetti. Na mesma época, passa a administrar o Nuovo Cinema, um cinema no bairro de Trastevere (Roma), com o propósito de abrir espaço para as produções independentes, tornano-o ainda um centro de debates, com livraria temática etc.). Em primeiro de novembro, é inaugurado o cinema Nuovo Sacher, com a exibição do filme Riff Raff, de Ken Loach.

Dois anos depois, realiza Caro Diário, filme autobiográfico em três episódios, um quase documentário, onde Moretti interpreta a si próprio. O filme ganhou o prêmio de melhor direção no Festival de Cannes, em 1994. Neste período, em função do aparecimento de Silvio Berlusconi no cenário político italiano, a militância política de Moretti se acentua. Ele produz L'unico paese al mondo, curtametragem de nove episódios caracterizados por uma visão crítica e pessimista do futuro do país; o último episódio é dirigido por Moretti.

Em 1995, produz e interpreta La seconda volta, obra-prima de Mimmo Calopresti, que trata do encontro casual entre a vítima de um atentado terrorista e um dos seus algozes, inspirado em uma história real. No ano seguinte, realiza o curta Il giorno della prima di Close-Up, no qual descreve sua preocupação pelo eventual fracasso da estreia no cinema Nuovo Sacher de um filme não propriamente comercial (Close-Up, do iraniano Abbas Kiarostami). No mesmo ano, trabalha como ator no filme Tre vite e una sola morte, do chileno Raul Ruiz. Em 1997, funda a sociedade de distribuição cinematográfica Tandem, para em 1998 lançar Abril, novamente estruturado na forma de diário, onde Moretti interpreta outra vez a si próprio. Em 2001, lança O quarto do filho, que descreve os efeitos que a morte acidental de um filho provoca em uma família de classe média. Com esta obra, ganha a Palma de Ouro do Festival de Cannes e o David de Donatello. Esta obra já foi resenhada por este blog!

O curta The last customer é de 2002 e conta a história de uma família de Nova York obrigada a fechar a farmácia que administra há duas gerações. Em 2003, filma um outro curta: Il grido d'angoscia dell'uccello predatore - Tagli d'Aprile, documentário realizado com trechos do filme Abril.

Filmografia*

Sua participação como ator é intensa. Vejamos: La sconfitta (1973), Pâté de bourgeois (1973), Come parli frate? (1974), Io sono un autarchico (1976), Pai patrão (1977), Ecce Bombo (1978), Sogni d'oro (1981), Bianca (1983), Riso in bianco: Nanni Moretti atleta di se stesso (1984), La Messa è finita (1985), Domani accadrà (1988), Palombella rossa (1989), Il Portaborse (1991), Caro diário (1994), La seconda volta (1996), Il giorno della prima di Close-Up (1996), Tre vite e una sola morte (1996), Abril (1998), O quarto do filho (2000), Te lo leggo negli occhi (2004) e Caos calmo (2008).

Já como diretor, o artista marcou presença com os seguintes filmes: La sconfitta (1973), Pâté de bourgeois (1973), Come parli frate? (1974), Io sono un autarchico (1976), Ecce Bombo (1978), Sogni d'oro (1981), Bianca (1983), La Messa è finita (1985), Palombella rossa (1989), La Cosa (1989), Caro diário (1994), L'unico paese al mondo (1994), Il giorno della prima di Close-Up (1996), Abril (1998), O quarto do filho (2000), The last customer (2002), Il grido d'angoscia dell'uccello predatore - Tagli d'Aprile (2003) e O Crocodilo (2006).

* Só os filmes lançados no Brasil estão com os títulos em português.
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